Mais conhecido como pílula, este é o método anticoncepcional mais utilizado no país. No Brasil, ela é utilizada por aproximadamente 20% das mulheres em idade fértil (15-49 anos). São comprimidos que contêm dois hormônios, o estrogênio e o progestogênio, que são muito parecidos com os produzidos pelo ovário da mulher.
Os hormônios impedem a liberação do óvulo pelo ovário e também interferem no aspecto do muco cervical, tornando-o mais espesso e dificultando a subida dos espermatozóides pelo colo uterino.
A eficácia do método dependerá da maneira como a mulher toma as pílulas. Se for utilizado corretamente a eficácia pode chegar a 99%. Esquecimento ou ingestão irregular da pílula pode diminuir sua eficácia.
A Cegonha recomenda que antes de iniciar o uso de qualquer método anticoncepcional, a mulher deve necessariamente procurar seu médico para maiores informações. Este profissional irá orientar sobres as vantagens e desvantagens de cada método e ajudar na melhor escolha.
Na avaliação médica algumas situações clínicas merecem especial atenção, pois representam riscos para o uso de pílulas:
Alguns sintomas como enjôo, retenção de líquido, sensibilidade mamária e dor de cabeça são comuns, mas freqüentemente melhoram com a adaptação ao método. Caso tais efeitos colaterais surjam consulte seu médico para a adequada orientação.
Se esquecer de tomar uma pílula:
Se esquecer de tomar duas ou mais pílulas:
Mais conhecidos como Minipílula, não contém estrogênios; são especialmente indicados nos casos em que não é adequado uso de pílula contendo estrogênio, como por exemplo o período da amamentação.
A progesterona interfere no muco cervical tornando-o mais espesso e dificultando a chegada do espermatozóide ao óvulo. Há interferência na liberação do óvulo.
Para mulheres lactantes, a minipílula é muito eficaz quando usada de forma correta e consistente, com taxa de falha similar aos das pílulas convencionais. Isso se deve ao período de lactação, principalmente nos primeiros seis meses, que naturalmente protege a mulher de uma nova gestação.
Em mulheres que não estão no período de amamentação, o uso correto e consistente da minipílula poderá impedir a gravidez. Por outro lado, ela não possui uma eficácia tão alta quando a das pílulas convencionais. Por esse motivo, é muito importante que as minipílulas sejam ingeridas no mesmo horário em todos os dias.
A Cegonha recomenda que antes de iniciar o uso de qualquer método anticoncepcional, a mulher deve necessariamente procurar seu médico para maiores informações. Este profissional irá recomendar o melhor método contraceptivo, já que este pode variar de mulher para mulher devido a seu histórico clínico.
Em mulheres que não estão amamentando, os efeitos colaterais mais comuns são as alterações no fluxo menstrual, manchas de pele; amenorréia (que pode ocorrer durante vários meses) e em alguns casos, fluxo menstrual irregular ou prolongado.
Em lactantes, as alterações menstruais podem não ser percebidas ou não representam incômodo, porque essas mulheres habitualmente não têm ciclos regulares. O uso de minipílulas pode prolongar a amenorréia durante a amamentação.
Existem no mercado pílulas contendo doses pouco maiores de progestogênios para o uso tanto no período da lactação quanto fora dele, com maior eficácia, sendo especialmente indicadas nas situações em que a pílula não deve conter estrogênios.
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